APO Antropologia Filosófica
Orientador: Professor Fabiano Viana
TEXTO CRÍTICO SOBRE O DOCUMENTÁRIO ESTAMIRA.
O documentário “Estamira” mostra uma realidade da vida onde o protagonista em meio ao seu próprio mundo, percebe todas as problemáticas mundiais e tenta do seu jeito explicar para a sociedade questões sobre a humanidade, relatando em meio a momentos de lucidez associado á loucura, alguns fenômenos da Natureza, e expondo algumas questões de âmbito social, com uma interpretação crítica em relação ao modo de vida da sociedade.
A convivência diária com os desperdícios desnecessários e o crescimento do lixo (restos) fazem-na mostrar para a sociedade que o lixo da burguesia é na verdade um meio de sobrevivência para a comunidade do lixão.
O documentário retrata valores morais e éticos onde a personagem traz insights a respeito do futuro, comparando com o passado e fazendo refletir no presente, momentos de total instabilidade emocional, alguns deles alheios à sua vontade. Isso logo nos leva a entender as reações da personagem a respeito dos comentários sobre as questões religiosas, devido ao modo com que ela se comporta ao se tratar desse assunto.
Com uma linguagem muitas vezes sem sentido e pronunciada de maneira informal, a personagem utiliza de alguns termos estranhos ao nosso entendimento, como “trocadilo”, “homens pares” relacionado à mulher, “homens ímpares” relacionado aos homens; “controle remoto natural” relacionado a algum desconforto ou mal-estar, e tudo o que acontece ao seu redor torna-se abstrato.
Ela tem em seu poder o domínio das palavras e do conhecimento, colocando-se como um ser de uma percepção privilegiada em relação aos demais, citando Deus como realização da mente humana, que não é sobrenatural.
Possui uma visão do mundo totalmente diferente da nossa e em seu subconsciente mantêm a missão de salvar a humanidade da hipocrisia, dos copiadores que recriam esse ambiente tão pesado e hostil, enchendo a mente do homem de lixo ( informações desnecessárias ao indivíduo)
Estamira é uma mulher forte, batalhadora, porém vista pelos familiares e profissionais de saúde como uma paciente psicótica crônica, que sofre em não aceitar o devido tratamento a ela sugerido, por falta de confiança nos médicos.
Mesmo com todo esse contexto, a personagem ainda se considera feliz pela maneira que vive, pois se sente útil ao seu povo e querida por todos aqueles que convivem com ela no “lixão”, reescrevendo a sua história de uma forma diferente, de quando vivera junto a sua família.
As perspectivas de Estamira em relação ao futuro são incertas pelo fato de estar sempre em crises existenciais sendo praticamente impossível esperar alguma evolução que livre-a dessa mazela que lhe corrói a alma, o corpo e o
espírito.
espírito.

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