Resenha Crítica do filme O Nome da Rosa
O filme o “O Nome da Rosa”, faz relato de uma história, que aconteceu no Mosteiro Beneditino na Itália, por volta do ano de 1327, considerado na época, maior acervo cristão do mundo. Tinha acesso restrito a poucos monges, por conta das relíquias contidas na biblioteca. É um filme franciscano, com o objetivo de desvendar os crimes que estava acontecendo naquele mosteiro.
De acordo com o que foi mostrado no filme, pode-se dizer que a Igreja tinha um poder centralizador de conhecimento e que todos que não possuíam tal dádiva eram simplesmente execrados pela própria sorte ou o que soa mais absurdo, poderiam estar sendo “torrados” numa fogueira da santa Inquisição. E na história, por trás de quem matou e quem morreu, fica a idéia de que a igreja estava interessada apenas em manter o poder absoluto, através de disputas entre o misticismo, o racionalismo, problemas econômicos e políticos.
E ainda mostrava cenas de um amor incondicional, ao se tratar da cegueira que se consiste em seguir normas ao pé da letra, perdendo completamente a capacidade de nova interpretação ou vertentes e discordâncias entre os que as “produziam”.
Ainda assim, pregava um sentimento de que a Igreja era a casa de Deus, a sua representação mor, que na sua essência tinha a fraternidade e igualdade entre todos, mas o contraditório vinha depois, ao se tratar da distribuição de riquezas, pois essas não eram feita com igualdade, pois o que se observava naquele período eram a apropriação indevida de recursos de outrem e o desperdício criminoso de comida, coisa que na época era recorrente.
No decorrer das cenas do filme, ainda mostrava a idéia de que toda mulher desvirtuava os homens, mas o estranho era que os frades e padres na época não tinham noção de sexualidade como senso comum e sim como perversão da realidade sempre que os convinha, como poderiam ver promiscuidade? Uma vez que entre os mesmos e também as barbáries que eram cometidas contra simples aldeãs e camponesas, que tinha que ser subjugadas em nome de um
Deus tirano e que era fácil manipulação para os que o representava. Mas graças a “ele” mesmo, sempre podemos ver num cenário de
estupidez e abominação coisas sutis e belas como o amor inocente de uma jovem camponesa por um noviço e a devoção deste mesmo noviço pelo seu mestre, coisa que me soa como raridade naquela época sombria de sentimentos e emoções, acho que é a única mensagem boa do filme é a de que os seres humanos podem e deveram seguir um propósito de construção independente e não uma simples acomodação ignóbil, compactuando com a tendência da época.
Com a personagem do Sir Sean Connery, podemos acreditar que sempre que existirem cabeças que queriam buscar novas formas de interpretação e de solução aliadas a um bom senso crítico. Teremos uma chance de progredirmos como verdadeiros seres pensantes e não como gado em uma corrente filosófica que agregue necessidades de outrem e não entre no verdadeiro sentido de sociedade, coisa que a Igreja Católica até hoje deixa muito a desejar.
Ficha Técnica:
O Nome da Rosa. Alemanha. 1986.
Direção: Jean-Jacques Annaud
Atores: Sean Connery, Christian Slates, Helmut Qualtinger, Elya Baskin.
Duração: 130 minutos.

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